LPF E INCONTINÊNCIA URINÁRIA

Benefícios da LPF no trato da IU

Por Verônica Motta em 05/12/2018 às 13:59:03

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 Atualmente estima-se que mais de 50% das mulheres sofrem de IU - Incontinência Urinária. Este problema, que antes afetava a população mais idosa e/ou com sobrepeso , é hoje a realidade de muitas mulheres jovens, nulíparas e com IMC normal.

Mas qual é o motivo deste número que a cada ano vem crescendo no Brasil e no mundo?

Muitas pessoas, de imediato respondem que a causa está no sedentarismo, porém, as pesquisas apontam justamente o contrário. A causa do aumento do número de mulheres JOVENS com IU está exatamente na prática de atividade física mal orientada, ou seja, a ausência de um trabalho específico para TONIFICAR os músculos do assoalho pélvico, cuja função é de sustentação dos órgãos extra-peritoniais (bexiga, útero e reto).

O "FITNESS" evoluiu muito. Hoje contamos com uma infinidade de modalidades nas academias, porém, a anatomofisiologia da mulher NÃO acompanhou esta evolução.

Sendo assim, exercícios de alto impacto como CrossFit, corrida, step, jump, ou até mesmo exercícios no Pilates e na Musculação mal orientados, podem acarretar em um grande aumento da pressão intra-abdominal e consequentemente intra-pélvica, empurrando esses órgãos para baixo e fazendo com que a mulher tenha perda de urina involuntária toda vez que aumenta-se a pressão interna, seja fazendo exercícios ou até mesmo tossindo ou espirrando.

O que se percebe também entre os especialistas em pavimento pélvico e saúde da mulher é um equívoco no tratamento da IU. Muitos indicam o fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico, porém na grande maioria das vezes, o que a mulher incontinente precisa é de T?"NUS nestes músculos, e NÃO de FORÇA, ou seja, precisa-se de um estado de semi contração do músculo em repouso, para que este tenha a competência de SUSTENTAR os órgãos internos.

Outra competência que estes músculos precisam é a capacidade de CO - CONTRAÇÃO mediante o aumento de pressão intra - abdominal. Isto é, os músculos do assoalho pélvico devem se contrair de maneira INVOLUNTÁRIA toda vez que aumenta-se a pressão interna. O que acontece com as mulheres hoje em dia é exatamente o contrário.

Quando estas tossem, espirram ou praticam atividade física, o assoalho pélvico NÃO tem a competência de contrair-se espontaneamente e elas empurram os órgãos para baixo, gerando inicialmente IU e futuramente patologias como cistocele, retocele e prolapso uterino.

O grande problema da IU é muito mais do que algo constrangedor e que atrapalha a vida social. Hoje sabe-se que IU e Disfunção Sexual são geralmente problemas comórbidos. Isso é óbvio para especialistas, pois uma mulher que possui os órgãos para baixo não consegue sentir prazer sexual ou até na grande maioria das vezes sente desconforto e dor.

Porém, alguns médicos encaram a IUE como algo NORMAL e FISIOL?"GICO, e orientam suas pacientes a usarem absorventes ou indicam cirurgia sem necessidade (vale lembrar que em muitos casos é SIM indicado a cirurgia , porém muitos médicos estão associando a cirurgia com um trabalho pré e pós operatório de Low Pressure Fitness e com resultados cirúrgicos ainda mais expressivos).

O LPF trata-se de uma excelente ferramenta para prevenir e tratar mulheres com IUE (Incontinência Urinária de Esforço). São exercícios posturais e respiratórios, baseado em posturologia, técnica hipopressiva, neurôdinamica e cadeias miofascias. Estes exercícios reposicionam os órgãos internos, diminuindo deste modo a pressão intra-abdomial e intra-pélvica ao mesmo tempo que TONIFICAM a musculatura estabilizadora lombo - pélvica.

Sabe - se pela histologia, que músculos do assoalho pélvico, como elevador do ânus, por exemplo, são constituídos prioritariamente de fibras de contração lenta (70% apr). Essas fibras são tônicas, são resistentes e pouco fatigáveis, já que sua função é de SUSTENTAÇÃO.

Porém, como já mencionamos aqui, alguns "especialistas" insistem em trabalhar o períneo da mesma maneira que trabalham outros músculos como o bíceps e a coxa.

Estes SIM precisam de força (capacidade neuromuscular de vencer uma resistência), diferente dos músculos parietais, que precisam de T?"NUS e CO - ATIVAÇÃO.

Muitas evidências clínicas e pesquisas científicas já comprovaram a eficácia do LPF na prevenção e tratamento de IU, já que o método mostra-se altamente eficaz para tonificar e melhorar a propriocepção dos MAP.